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2012 - Uma breve retrospectiva do Ano para a Ciência
Confira a seguir alguns dos grandes avanços da humanidade durante o ano de acordo com uma releitura do artigo publicado no site i9.com.


Não faz muito tempo desde o fim de 2012 e já podemos encontrar várias retrospectivas do ano, sob os mais diferentes focos, e previsões para o ano que acabou de se iniciar. Em uma dessas revisões do ano, o site io9, que traz notícias sobre ciência, ficção científica e qualquer coisa relacionada ao futuro, resolveu listar os maiores avanços científicos de 2012. A seguir estarão alguns dos mais interessantes para a área de engenharia elétrica.   


  • Físicos detectam o Bóson de Higgs

Após vários anos de pesquisa e estudos, o bóson de Higgs, a partícula subatômica que confirma o modelo padrão da física, provendo massa para as outras partículas, foi finalmente detectada. Tal descoberta arrepiou físicos conservadores ao redor do mundo com curiosidade e até fez com que Stephen Hawking perdesse uma aposta de 100 dólares, mas os resultados dos experimentos ainda precisam de uma análise mais detalhada para serem confirmados. 

O que acontece é que a partícula possui características muito particulares, sendo uma das mais importantes o seu spin 0, ao contrário de todas as outras partículas. Até o fim do ano os estudos chegaram a uma certeza de 99,9999% de que a partícula seja, de fato, o bóson de Higgs. Com isso o modelo padrão da física poderá ser experimentalmente comprovado e novas teorias sobre matéria negra e energia negra poderão ser propostas, por exemplo.   

  

  • Computadores aprendem a reconhecer imagens pela primeira vez

Redes neurais já existem há muito tempo no mundo e possuem várias aplicações, principalmente científicas. Neste aspecto, sempre se almejou a criação de inteligências artificiais (IA). Pensando nisso, a Google, em um de seus experimentos, resolveu treinar uma rede neural criada com algoritmos simples assistindo a cerca de 10 milhões de vídeos no YouTube. O resultado, embora a princípio possa não ser tão impressionante, é que a rede de computadores (contando com mais de 16.000 processadores) conseguiu produzir duas fotos muito características: a do rosto de um gato e a de um rosto humano. Outra característica peculiar do experimento foi observar o “interesse” da IA na análise de ferramentas. A rede conseguiu notar a tendência humana de dispor ferramentas em um ângulo de 30 graus. Esse é um grande avanço para o desenvolvimento de IA, mas ainda há muito a se esperar da rede após uma nova sessão de aprendizado.

   

  • Um Implante Eletrônico que dissolve dentro do corpo

A área da bioengenharia também passou por diversos avanços, principalmente no tocante a genética, mas em setembro de 2012 foi anunciada uma nova tecnologia: os Circuitos Eletrônicos Transitórios (Transient Electronics, como apelidado pelo seu criador John Rogers). Esses circuitos (ou componentes) surgiram a partir de um simples pensamento. “Historicamente, o campo da eletrônica esteve muito bem-sucedido por causa de dispositivos que eram estáveis por certo tempo. Nos indagamos se questionar o contrário sobre eletrônica poderia ter resultados interessantes”, disse Rogers. E eles, de fato, foram. Com dispositivos eletrônicos biodegradáveis é possível criar dispositivos médicos para curar um ferimento, ou utilizar vários sensores em uma vasta área para medir a umidade em determinada região durante um intervalo de tempo, ou até mesmo para verificar vazamentos de óleo, por exemplo. Os dispositivos são feitos com nanomateriais e outros componentes biodegradáveis, que variam para cada aplicação.

  

  • Um vírus capaz de gerar energia elétrica

A possibilidade de poder carregar aparelhos eletrônicos de uso diário sem precisar ligá-los em uma tomada não é mais ficção científica. Vários meios já foram propostos para isso, energia solar, energia eólica, hidrólise, mas os pesquisadores de Berkeley trouxeram uma alternativa diferente e possivelmente bastante eficaz. O vírus M13, que só é agressivo a bactérias (o que evita a possibilidade de uma pandemia letal), é capaz de gerar energia elétrica naturalmente por meio do efeito piezoelétrico. Este efeito, de forma simples, transforma deformações mecânicas em algum meio, neste caso a estrutura do vírus, em impulsos elétricos. Com isso, o vírus passou por um processo de engenharia genética que fez com que aminoácidos negativamente carregados se encontrassem em uma das extremidades de sua estrutura, contrastando com o outro positivamente carregado. A conclusão disto é o vídeo mostrado a seguir, onde o dispositivo (ainda em protótipo) criado quando pressionado e, consequentemente, quando cessada a pressão gera até 6nA de corrente e 400mV de potencial. Como mostrado, é o suficiente para acender um dos segmentos do display.


Danilo B. Cavalcanti
 
    
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Resgate histórico da turma 1974.2, que teve como um de seus componentes o professor Rômullo Raimundo Maranhão do Vale.