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ed87


Ao Leitor
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A Lua, Einstein e o Progresso Científico


We choose to go to the moon. We choose to go to the moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard ”¹ Pequeno trecho do discurso do então presidente dos Estados Unidos da América John Fitzgerald Kennedy, em 12 de setembro de 1969, sobre o sucesso do pouso da espaçonave Apollo 11 em solo lunar.

Atualmente, ainda há quem duvide da ida do homem à Lua, todavia a certeza é que Ela sempre despertou o interesse do homem, sendo protagonista desde poemas até o entendimento dos grandes enigmas da natureza. Mas qual é a influência desse belo astro sobre a Terra? Qual seu efeito sob o mar e as condições climáticas? Questionamentos desse tipo não são comumente debatidos pelo simples fato de estarmos acostumados com a sua presença. Mas e se a Lua desaparecesse? A chave para responder às perguntas iniciais está na gravidade, conceito descrito precisamente em 1915, pela Teoria Geral da Relatividade de Albert Einstein.

As contribuições de Einstein para a Ciência são inúmeras e repercutem até hoje, motivos que tornaram seu nome sinônimo de genialidade. Mas foi dez anos antes da Relatividade Geral, que o jovem cientista lançou as âncoras para dividir águas entre a Física Clássica e a Física Moderna, iluminando todo um século com suas ideias. Na Teoria da Relatividade Especial, publicada em 1905, Einstein definiu que o tempo e o espaço caminham juntos, um se ajustando ao outro a todo momento, formando o que conhecemos como espaço-tempo, além de consolidar a equivalência entre massa e energia (E = mc²).

Graças aos incansáveis esforços de muitos cientistas contemporâneos, muito do que foi idealizado no passado pôde ser comprovado cientificamente, e não se trata apenas das teorias de Einstein, um grande exemplo ocorreu no último mês (fevereiro de 2017): cientistas da Universidade de Harvard publicaram um artigo na revista Science afirmando a obtenção de hidrogênio na forma metálica, algo que foi teorizado há mais de 80 anos. Embora muitos desafios precisem ser enfrentados para validar a descoberta, é evidente que sua confirmação trará grandes avanços tecnológicos.

No que se refere a grandes avanços tecnológicos, não podemos deixar de fora o processo de modernização da telefonia celular, que faz parte do cotidiano da população mundial. Desde a sua criação, em 1973, muitas modificações e inovações foram introduzidas e, embora muito já se tenha alcançado, as expectativas futuras prometem ainda mais evolução.

A tecnologia também aparece refletida na consolidação da física óptica. Os cristais de rochas utilizados para observar estrelas em 2283 a.C. evoluíram para os telescópios com alcance de até 10 bilhões de anos-luz da Terra, graças às contribuições de grandes cientistas e aos avanços das tecnologias.

Assim, na 87ª edição do Jornal PET-Elétrica, convidamos você, nosso caro leitor, a entender melhor sobre as trajetórias aqui apresentadas com a leitura dos artigos: “E se a Lua desaparecesse?”; “E = mc2: Origens”; “Hidrogênio Metálico: Enfrentando o Rigor Científico”; “Evolução das Redes de Telefonia Celular”; e “Sobre a Lente de Gigantes”. Por fim, convido-os também a visitar as Seções Culturais (Dicas e Galeria) e a nova Seção Técnica do Jornal.


Boa leitura a todos!


Wislayne Dayanne Pereira da Silva (Editora-Chefe)

Equipe Editorial do Jornal PET-Elétrica


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¹ Tradução: “Nós escolhemos ir à Lua. Nós escolhemos ir à Lua nesta década e fazer outras coisas, não por que elas são fáceis, mas porque são difíceis”.



   






















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