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ed68


Ao Leitor
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Stephen Hawking, Telégrafos e Cybercrime

The Theory of Everything - A Teoria de Tudo, como traduzido para o português - é um filme que relata o caminho levado por Stephen Hawking em sua ascensão a um dos maiores cientistas de todos os tempos, ao mesmo tempo em que a esclerose lateral amiotrófica avançava sobre seu corpo. Embora “precisasse de mais Ciência”, como dissera Hawking, o longa foi bastante aclamado e, ao mostrar como aquele jovem que andava de bicicleta pelas ruas de Cambridge perseverou e deu, literalmente, um significado ao seu Tempo, leva-nos a pensar o que estamos fazendo com o nosso.

Em um primeiro diagnóstico, Hawking teria apenas dois anos para viver e de maneira cada vez mais limitada. Ele sabia de tudo isso e mesmo assim tornou-se Doutor em Cosmologia, casou-se, teve três filhos, separou-se, casou-se novamente, divorciou-se again, é Diretor do Instituto de Pesquisa em Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge, já participou de séries como Star Trek e The Big Bang Theory, escreveu três best sellers e revolucionou ideias sobre o Universo - não necessariamente nessa ordem. Tudo isso sem sair da cadeira de rodas e falando por um computador com sotaque norte-americano.

Apesar do tom de auto-ajuda, a ideia é que talvez tão importante quanto “superar a adversidade” seja conseguir prosseguir mesmo com ela. Afinal, como o caso de Stephen, sabia-se que era uma batalha perdida. Diariamente temos batalhas tão imensamente menores, que fazem muitos perderem horas e horas, por exemplo, porque a internet não funciona ou o computador quebrou misteriosamente. Tornamo-nos demasiadamente dependentes da tecnologia, supondo que tudo que ela nos proporciona sempre estará disponível.

Poderíamos estar mais errados? A tecnologia avança em níveis astronômicos, mas enquanto antigas fragilidades são vencidas, outras muito mais complexas surgem. Antigamente, quando as informações se davam à velocidade do cavalo mais rápido, temia-se que as cartas fossem interceptadas, que se perdessem pelo caminho, em um processo que durava semanas ou meses. Isso mudou drasticamente com a primeira linha telegráfica, de cabos de cobre, estendida pelo leito do Atlântico, em 1858, permitindo o tráfego de algumas palavras por minuto. E se o cabo fosse rompido? Depois, vieram os cabos de fibra óptica, que embora tenham um revestimento protetor, ainda estão susceptíveis a danos que ocorrem, em média, com intervalos de poucos dias, em virtude de arrasto de âncoras e de redes de pesca. Terremotos também são uma ameaça. Além disso, telégrafos não eram atacados por vírus.

Estamos em uma época em que, muitas vezes vista como solução para tudo, substituindo até o próprio ato de pensar, a tecnologia mostra-se excessiva – por mais estranho que pareça. É preciso saber continuar mesmo se os computadores falharem. Assim, para alertar você, caro leitor, nesta edição o avanço tecnológico ganha vários focos. A Lei de Moore, dominante no mundo dos processadores nos últimos cinquenta anos, encontra seus primeiros impasses. Mostramos como os dados viajam pelo planeta e como eles estão à mercê tanto de problemas físicos, nos enlaces, quanto do cybercrime. Abordamos também o histórico que levou aos impecáveis games de hoje, os quais além de diversão podem significar oportunidades.

Por fim, convidamos à nova seção, Galeria, que por meio de fotografias busca lembrar que por mais longe que consigamos ir, a natureza, a humanidade e as estrelas sempre estarão conosco.


Emilly Rennale F. de Melo

Equipe Editorial do Jornal PET-Elétrica



   







A convite do Jornal PET Elétrica, a engenheira eletricista Rachel Suassuna de Medeiros escreveu sobre a turma de 1973, da então Escola Politécnica da UFPB. Confira!




O Professor Dr. Marcelo Sampaio de Alencar destaca, em seu texto, as finalidades do Iecom, as pesquisas, as parcerias e os projetos nos quais está envolvido. Confira!














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