Ao Leitor
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Contradições, Nuvem e Introdução


Algumas coisas são tão normais e corriqueiras nas nossas vidas que acabamos por nunca sequer pensar sobre elas. A aleatoriedade é um exemplo. O lançamento de uma moeda ou de um dado é algo que nós intrinsecamente consideramos aleatório. Apesar de que processos como esses são extremamente sensíveis às condições iniciais, existem diversos fatores mecânicos envolvidos no lançamento (como inclinação e força aplicada) que podem ser estudados e determinados e, portanto, o resultado final pode ser pré-estipulado.

Como tudo no Universo é constituído por 12 partículas elementares conhecidas que interagem entre si por meio de quatro previsíveis portadores de forças, seria possível prever o futuro conhecendo as condições iniciais, ou seja, posição e velocidade dessas partículas? Em 1814, Pierre-Simon Laplace idealizou um ser capaz de conhecer essas condições de todas as partículas do Universo; para ele, portanto, nada seria aleatório. E para nós? A aleatoriedade de fato existe? No artigo A Intrínseca Aleatoriedade do Universo apresentamos uma discussão bastante interessante e mais aprofundada sobre o tema.

Já que estamos falando de um assunto com várias possíveis interpretações e indagações a serem feitas, gostaria de acrescentar um novo tópico à discussão. Este, porém, tenho certeza que já passou pela sua cabeça em algum momento de sua vida: nós estamos sozinhos no Universo? Bem, no Universo observável existem centenas de bilhões de galáxias, centenas de bilhões de estrelas em cada uma delas e bilhões de planetas, apenas na Via Láctea, que orbitam sua estrela na chamada “zona habitável”; com esses números assustadores, é até mesmo arrogante de nossa parte pensar que vivemos no único planeta a suportar vida em todo o Universo. Porém, apesar de todas as probabilidades, para nós, estamos sim sozinhos. Ninguém responde nossos sinais, ninguém tenta nos contatar e nunca conseguimos observar o menor sinal de vida em outros planetas. Essa estranha contradição é chamada de O Paradoxo de Fermi, que é melhor explorado em mais um artigo dessa edição.

Enquanto não alcançamos a tecnologia necessária para responder nossas perguntas, vamos dando passos (relativamente grandes) para desenvolvê-la cada vez mais. No artigo Computação na Nuvem: Origem e Desenvolvimento, trazemos um detalhado resumo sobre essa nova tecnologia que vem sendo cada vez mais utilizada e se mostra ainda mais promissora no futuro. Ainda nessa edição, detalhamos os acontecimentos do último evento promovido pelo PET Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande no artigo I Semana da Engenharia Elétrica – Inovação: Desenvolvimento Científico e Tecnológico para Construção do Futuro. Por fim, gostaríamos de agradecer por acompanhar o jornal e desejar uma ótima leitura nesta edição em especial, na qual introduzimos algumas mudanças no corpo editorial do jornal.


Pedro Henrique O. T. Ximenes (Editor-Chefe)

Equipe Editorial do Jornal PET-Elétrica




   















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